Ao escolher Camila Pitanga e André Lamoglia como Friends of the Brand no Brasil, a Bvlgari aproxima diferentes gerações e reforça sua presença na cultura brasileira

Colocar Camila Pitanga e André Lamoglia lado a lado diz tudo sobre o momento que a Bvlgari quer construir no Brasil. De um lado, uma atriz com mais de três décadas de trajetória, personagens que atravessaram gerações e uma presença renovada na cultura pop. Do outro, um ator de 29 anos onde a carreira cresceu entre Brasil, América Latina e Europa, impulsionada por produções que encontraram público para além das fronteiras brasileiras. Os dois agora passam a integrar oficialmente o universo da joalheria romana no país como Friends of the Brand.

Mais do que dois novos contratos, as escolhas ajudam a desenhar um retrato bastante amplo de quem a Bvlgari quer ter por perto. Há dramaturgia, streaming, moda, memória afetiva e projeção internacional envolvidos na mesma conversa. E até a maneira como os anúncios foram apresentados reforça essa intenção. Camila e André aparecem em retratos assinadas por Bob Wolfenson, criando uma mesma linguagem visual para duas carreiras que chegaram até aqui por caminhos bastante diferentes.

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Camila Pitanga e André Lamoglia entram oficialmente para o universo da Bvlgari no Brasil e representam duas gerações bastante diferentes da cultura nacional.
Camila Pitanga e André Lamóglia iniciam uma nova relação com a Bvlgari como Friend of the Brand no Brasil – Foto: Bob Wolfenson/Divulgação Bvlgari

Duas carreiras em momentos completamente diferentes

Camila não precisa exatamente de apresentação. Desde que estreou na televisão aos 16 anos, em “Sex Appeal”, sua carreira passou por personagens que ajudaram a marcar diferentes fases da dramaturgia brasileira. Bebel, de “Paraíso Tropical”, continua entre as mais lembradas e icônicas, mas a lista atravessa ainda “Cama de Gato”, “Insensato Coração”, “Lado a Lado” e “Velho Chico”. O cinema também ocupa uma parte importante dessa trajetória. Em “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, Camila conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio. Só que a escolha da Bvlgari não olha apenas para essa história.

Nos últimos anos, Camila Pitanga voltou a ocupar com força o imaginário pop brasileiro ao interpretar Lola em “Beleza Fatal”. A personagem levou a atriz para uma nova geração de espectadores, especialmente dentro de uma novela nascida diretamente para o streaming.

Ao mesmo tempo, ela apareceu em “Malês”, dirigido por Antonio Pitanga, mostrando como consegue circular entre um produto de grande repercussão popular e um projeto conectado à história e à identidade brasileira. É justamente essa combinação que torna sua chegada à Bvlgari mais interessante. Camila não só carrega repertório mas vem com o pacote completo em reconhecimento e memória, o que não faz à marca olhar a atriz como um nome preso ao passado.

André Lamoglia representa outro tipo de projeção

Com André Lamoglia, a lógica muda. Sua trajetória foi construída desde cedo atravessando mercados diferentes. O ator conquistou projeção na América Latina com “Bia”, produção argentina do Disney Channel, e depois ampliou radicalmente esse alcance ao entrar para “Élite”, série espanhola da Netflix que transformou seu rosto em algo familiar para públicos de diferentes países. Mais recentemente, voltou a uma produção brasileira com “Os Donos do Jogo” que diga-se de passagem deu um show de atuação.

É uma carreira que combina algo especialmente valioso para uma marca global: identidade brasileira sem depender exclusivamente do mercado brasileiro. André consegue passear muito bem entre campanhas, moda e audiovisual com uma imagem que já circula internacionalmente. No auge dos seus 29 anos, também aproxima a Bvlgari de uma geração que conhece o luxo tanto pelos tapetes vermelhos tradicionais quanto pelo Instagram, pelo streaming e pelos grandes eventos de moda.

Bob Wolfenson coloca os dois dentro da mesma história

Há outra escolha interessante nos anúncios: Bob Wolfenson. O fotógrafo não funciona apenas como alguém responsável por registrar os novos representantes da marca. Sua própria trajetória ajuda a dar peso ao projeto. Em mais de cinco décadas de carreira, Wolfenson construiu uma das assinaturas mais reconhecíveis do retrato e da fotografia de moda no Brasil. Diante de sua câmera já passaram nomes como Fernanda Montenegro, Gisele Bündchen, Caetano Veloso e o nosso eterno Pelé.

Colocar Camila e André sob esse mesmo olhar ajuda a afastar as imagens daquela fotografia publicitária que poderia simplesmente mostrar uma celebridade usando uma joia bonita. São retratos. E isso importa porque a Bvlgari parece interessada justamente nas personalidades por trás das peças.

Friend of the Brand vai além de aparecer usando a marca

Existe também uma diferença importante entre ser convidado para um evento, vestir uma joia para um tapete vermelho e estabelecer uma relação oficial com uma maison. No caso de Camila e André, os anúncios determinam que ambos passam a representar a Bvlgari no Brasil em diferentes projetos e momentos. Claro que isso não significa que todas as pessoas que circulam ao redor da marca ocupam o mesmo posto.

Nos últimos meses, a Bvlgari reuniu no Brasil nomes como Marina Ruy Barbosa, Sheron Menezzes, Mariana Ximenes, Alexandre Nero e Clara Moneke em seus eventos. São personalidades que já transitam naturalmente pelo universo de moda, arte e entretenimento que a maison vem construindo por aqui. Camila e André, porém, avançam uma casa nessa relação. Agora existe uma representação oficial.

A Bvlgari está olhando com mais atenção para o Brasil

Esse movimento não acontece isoladamente. Em 2026, a Bvlgari tornou São Paulo o primeiro endereço da América Latina a receber permanentemente uma seleção de Alta Joalheria da casa. A operação foi instalada na boutique do JK Iguatemi e colocou o mercado brasileiro em outro patamar dentro da estratégia regional da marca. Na ocasião, o comando brasileiro da Bvlgari revelou que a categoria High End havia registrado crescimento superior a 320% no país nos dois anos anteriores.

Quando esse dado é colocado ao lado da chegada de dois novos Friends of the Brand, fica mais fácil entender que não estamos falando apenas de uma campanha com celebridades. Existe uma aproximação mais ampla com o consumidor brasileiro. E o luxo sabe há bastante tempo que vender uma peça é apenas uma parte da equação. Antes disso, é preciso construir desejo, identificação e repertório cultural ao redor dela.

De Camila Pitanga a Anne Hathaway

Fora do Brasil, essa estratégia fica ainda mais evidente. Bvlgari construiu nos últimos anos uma rede de personalidades que conecta cinema, música e moda. Zendaya, Anne Hathaway e Priyanka Chopra Jonas estão entre os rostos mais reconhecidos dessa relação. A lista se estende a nomes como Lisa, do BLACKPINK, e a atriz chinesa Liu Yifei. Em 2026, Dua Lipa também entrou nesse universo como embaixadora global da joalheria.

São artistas com carreiras e públicos bastante diferentes, mas que compartilham uma característica importante: todos são cheios de identidade própria suficientemente forte para que a joia não seja a única protagonista da imagem. A Bvlgari não procura apenas alguém para vestir Bvlgari. Procura pessoas capazes de acrescentar significado ao que significa vestir Bvlgari.

Camila e André ajudam a ampliar esse retrato no Brasil

É aqui que as escolhas brasileiras começam a fazer ainda mais sentido. Camila Pitanga não representa a mesma geração de André Lamoglia, tampouco construiu carreira da mesma maneira. É justamente a diferença que torna a dupla interessante. Ela chega com memória, dramaturgia, reconhecimento e uma capacidade recente de se reposicionar diante de um público que voltou a encontrá-la por meio do streaming.

Ele carrega uma experiência mais internacional desde o início, com uma trajetória moldada por produções latino-americanas, espanholas e brasileiras. Uma escolha não anula a outra. Juntas, elas ampliam o espaço que a marca consegue ocupar.

O luxo também precisa saber com quem quer conversar

Durante muito tempo, campanhas de joalheria foram construídas quase exclusivamente em torno de uma ideia distante de glamour. Isso mudou. As joias continuam sendo objeto de desejo, evidentemente. Mas as pessoas escolhidas para apresentá-las passaram a carregar um peso tão importante quanto a produção, a fotografia ou a própria peça.

Nesse contexto, anunciar Camila Pitanga e André Lamoglia no mesmo momento parece menos uma coincidência e mais uma fotografia bastante precisa de como uma marca global enxerga o Brasil de 2026. Há espaço para uma mulher que construiu mais de 30 anos de história e acabou de conquistar outra geração, mas também existe um espaço para um ator jovem cuja carreira conhece muito bem as fronteiras entre o nacional e o internacional.

E os dois chegam fotografados por alguém que passou décadas registrando justamente os rostos que ajudaram a construir a imagem cultural do país. A Bvlgari vende joias. Mas, desta vez, escolheu contar sua história brasileira através de pessoas.

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