Ator questionou a escalação do ex-BBB em Paraíso Perdido, enquanto Sérgio Goldenberg defendeu os testes e o carisma que levaram Juliano ao elenco do Globoplay em 2027

Bruno Fagundes e Juliano Floss viraram assunto neste fim de semana por causa de uma escalação de nova que ainda nem chegou à tela. Nas redes sociais, Bruno questionou os critérios usados para escolher o influenciador para Paraíso Perdido, nova produção do Globoplay prevista para 2027. A frase que mais repercutiu foi direta: “Carisma não segura cena”.

A manifestação veio depois de Sérgio Goldenberg, um dos autores da obra, explicar por que Juliano entrou para o elenco. Segundo ele, o ex-BBB passou por testes, foi bem desde o início e chamou atenção pelo carisma e pela química com o personagem. O resultado colocou uma discussão antiga de volta à mesa: até onde popularidade ajuda na escalação e quanto experiência, técnica e formação devem pesar nessa escolha?

🔍 NOVO PIVÔ? Quem é Luislo, cantor que aparece com Marina Sena em vídeo ligado ao fim da relação com Juliano Floss

Bruno Fagundes faz críticas à chegada de Juliano Floss em novelas
Bruno Fagundes faz críticas à chegada de Juliano Floss em novelas – Foto: Reprodução/ Instagram

Bruno Fagundes e Juliano Floss viram centro de debate

Bruno publicou a crítica nos Stories do Instagram ao comentar uma fala de Goldenberg sobre a escolha de Juliano. Primeiro, escreveu que atores estavam perdendo oportunidades para influenciadores. Depois, desenvolveu o ponto e deixou claro que a presença de celebridades na dramaturgia, por si só, não era exatamente o que o incomodava.

Segundo o ator, esse tipo de escalação sempre fez parte do mercado. O problema, na visão dele, aparece quando carisma, número de seguidores ou popularidade ganham mais peso do que técnica e experiência. Foi nesse contexto que veio a frase que acabou puxando toda a discussão: “Carisma não segura cena”.

Bruno também reconheceu que pessoas com pouca experiência podem surpreender. A crítica, portanto, não foi apresentada como uma sentença sobre o desempenho de Juliano, que ainda nem estreou na produção. O ator falou principalmente sobre a frustração de profissionais que estudam e trabalham há anos na área ao verem outros perfis conquistando espaço. O detalhe importa porque muda o tom da história. Não estamos falando de uma atuação que o público já viu e decidiu se funcionou ou não. A discussão começou antes mesmo de Paraíso Perdido chegar ao Globoplay.

Autor defende os testes de Juliano Floss

Sérgio Goldenberg, que escreve Paraíso Perdido ao lado de George Moura, contou à coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, que Juliano passou por um processo de testes analisado por um grupo. Segundo o autor, o influenciador foi bem desde o começo e apresentou uma conexão rápida com o personagem. Goldenberg também destacou o carisma de Juliano como um dos elementos percebidos durante os testes.

Ao ser questionado sobre as críticas à escolha de alguém sem uma trajetória tradicional na dramaturgia, o autor lembrou que o audiovisual trabalha há décadas com pessoas que não vieram necessariamente de uma formação convencional como atores. Na trama, Juliano viverá Heitor Júnior, um jovem sensível e romântico que terá uma relação complicada com o pai, Werneck, interpretado por Alexandre Nero. A produção tem previsão de chegar ao Globoplay em 2027. A explicação do autor coloca outro elemento na conversa: segundo Goldenberg, Juliano não entrou no projeto apenas por sua popularidade na internet. Houve teste e uma avaliação antes da aprovação.

Juliano diz que se prepara há anos para atuar

E tem mais um detalhe importante nessa história. A ideia de que Juliano está começando absolutamente do zero precisa de contexto. Durante o Rock in Rio 2026, ele contou que estudou teatro por três anos e começou a fazer testes para trabalhos como ator cerca de quatro anos atrás. Também disse que recebeu algumas negativas antes das primeiras aprovações. Antes da novela, o público poderá vê-lo no cinema.

Juliano faz parte do elenco de As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, filme distribuído pela Paris Filmes. O longa, dirigido por Diego Freitas, também reúne Any Gabrielly, Giulia Be, Sheron Menezzes, Paulo Lessa, Regiane Alves e outros nomes. A página atual da distribuidora informa estreia para 29 de outubro de 2026.

Isso não encerra a discussão levantada por Bruno, muito menos permite antecipar como será o desempenho de Juliano em Paraíso Perdido. Mas acrescenta uma informação que faz diferença: a novela não representa o primeiro contato dele com atuação ou preparação para a área. Será, sim, sua primeira novela.

O que se sabe sobre Paraíso Perdido?

Paraíso Perdido será uma produção voltada ao streaming, escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg. A trama reúne referências de quatro obras de Nelson Rodrigues: Bonitinha, mas Ordinária, A Mulher sem Pecado, Toda Nudez Será Castigada e Os Sete Gatinhos. Alexandre Nero está entre os nomes do elenco e viverá Werneck, pai do personagem de Juliano. A produção deve ter 40 capítulos e as filmagens estão previstas para 2027.

Ainda falta bastante até o lançamento, o que significa que o público não viu Juliano no papel que motivou toda essa discussão. Por enquanto, de um lado está a crítica de Bruno Fagundes sobre espaço, técnica e experiência. Do outro, a defesa de um processo de testes feita por um dos autores da novela e o histórico de preparação relatado pelo próprio Juliano. E talvez seja justamente por isso que o assunto tenha crescido tão rápido. Antes mesmo de a primeira cena chegar ao streaming, Paraíso Perdido colocou uma velha conversa do entretenimento brasileiro novamente no centro: quem ganha a chance de atuar e quais critérios pesam quando a câmera liga?

Veja mais no NaRota