Aos 39 anos, camisa 10 encerra uma trajetória de 21 anos pela Argentina após o vice na Copa do Mundo de 2026 e a morte do pai, Jorge Messi
O camisa 10 da seleção Argentina Lionel Messi já havia confirmado a sua saída dois dias após a derrota na final da Copa do Mundo para a Espanha, mas só tornou público o anúncio nesta segunda-feira (31). A morte de seu pai, Jorge Messi, há algumas semanas, foi o fator que o convenceu definitivamente.
O argentino, de 39 anos, anunciou oficialmente sua aposentadoria da seleção argentina em uma carta aberta publicada no Instagram. A decisão, no entanto, não foi tomada na véspera. Messi revelou que escreveu o texto no dia 21 de julho, dois dias após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. O anúncio, embora esperado por muitos, termina oficialmente o legado vitorioso de Messi na Albiceleste.
🔍 Alison dos Santos quebra recorde mundial dos 400m com barreiras após 28 anos

21 anos de história com a Argentina
A trajetória de Messi com a camisa argentina começou em 2005, em um amistoso contra a Hungria, e se estendeu por 21 anos. Foram 207 partidas oficiais, 125 gols e 65 assistências, números que o colocam como o maior artilheiro e o jogador com mais partidas na história da seleção argentina.
Mas os números, neste caso, são apenas um complemento. O que marca a passagem de Messi pela Argentina é a superação de uma narrativa que por anos o perseguiu. Após anos de decepções, incluindo a derrota na final da Copa do Mundo de 2014 e em finais consecutivas da Copa América, a conquista da Copa América de 2021 quebrou o jejum de 28 anos sem títulos da Argentina. O título da Copa do Mundo no estádio Lusail enterraram de vez qualquer questionamento sobre seu sucesso internacional. O título da Copa América de 2024 veio em seguida, e o vice-campeonato mundial em 2026, embora amargo, não apaga a grandeza da lenda, que sai de missão cumprida.
Por que Messi decidiu se aposentar da seleção
Dois fatores pesaram para a aposentadoria de Messi da seleção. O primeiro, e mais citado, é o desgaste físico e emocional de manter o alto rendimento em dois calendários. Aos 39 anos, o jogador sabe que não conseguiria seguir atuando em alto nível com a Argentina até a Copa de 2030. O segundo motivo, foi a morte de seu pai, Jorge Messi, em agosto, que o deixou ainda mais convicto da decisão.
Argentina inicia era sem Messi
Sem Messi, a Argentina se prepara para o futuro. Scaloni terá a missão de organizar o time sem seu maior jogador, mas a base do elenco que chegou à final de 2026 permanece.
Para Messi, o foco agora é totalmente o Inter Miami, onde tem contrato até o fim da temporada de 2028. O jogador já comunicou à diretoria do clube norte-americano que pretende manter o ritmo de treinos e jogos, mas sem o desgaste das viagens transcontinentais para compromissos com a seleção.