Com 50 mil pessoas e ingressos esgotados, rapper abriu a turnê de 10 anos de “Castelos & Ruínas” e protagonizou uma noite inédita para o rap brasileiro em São Paulo

BK colocou 50 mil pessoas em um estádio lotado na noite deste sábado (19), em São Paulo, e escreveu um novo capítulo para o rap brasileiro. Com ingressos esgotados, o carioca se tornou o primeiro rapper do país a comandar sozinho um show no local, em uma apresentação que abriu a turnê comemorativa dos dez anos de “Castelos & Ruínas”.

A dimensão da noite foi além do número nas arquibancadas. Ao longo de 39 músicas, BK revisitou diferentes momentos da carreira e recebeu nomes como Marina Sena, Djonga, Marcelo D2, L7NNON, Luccas Carlos e Evinha. O encontro aconteceu no Nubank Parque, mas o que ficou marcado foi outra coisa: um disco que nasceu no rap independente, há uma década, agora celebrado diante de uma multidão.

🔍Priscilla lança ‘ECO’ e assume fase 100% independente após 20 anos

Bk lota Nubank Parque com mais de 45 mil pessoas - Foto: Reprodução/ Instagram
Bk lota Nubank Parque com mais de 45 mil pessoas – Foto: Reprodução/ Instagram

50 mil pessoas e um marco para o rap brasileiro

O tamanho do público por si só já impressiona. Foram 50 mil pessoas e um show esgotado. Mas a noite ganhou outro peso porque colocou BK em uma posição inédita. O rapper se tornou o primeiro artista brasileiro do gênero a comandar sozinho uma apresentação no estádio. Dias antes do show, ele já havia admitido que ainda não conseguia medir exatamente o tamanho daquele momento.

À Billboard Brasil, BK falou sobre a dificuldade de compreender imediatamente o que aquela conquista representava para a própria carreira e também para a cena. A sensação, segundo ele, era de que a dimensão real daquele passo ainda levaria algum tempo para aparecer. E talvez seja justamente aí que esteja a força dessa noite.

BK não chegou a um estádio lotado carregando apenas um sucesso recente. O show celebrava um trabalho lançado dez anos atrás, quando “Castelos & Ruínas” apresentou sua carreira solo e ajudou a consolidar seu nome dentro do rap nacional.

“Castelos & Ruínas” atravessa uma década

Lançado em 2016, “Castelos & Ruínas” foi o primeiro álbum solo de BK e se tornou uma das obras centrais de sua trajetória. Dez anos depois, o projeto virou o ponto de partida para uma turnê de proporções bem diferentes. O repertório da noite teve 39 músicas e não ficou limitado ao disco aniversariante. BK passou por diferentes fases da carreira, misturando faixas que o acompanham desde os primeiros anos com trabalhos lançados mais recentemente.

“Titãs”, “Visão Ampla”, “Castelos & Ruínas”, “Julius”, “Quadros”, “Planos”, “Carta Aberta”, “Pirâmide” e “Universo” estiveram entre as músicas apresentadas. Para quem acompanha BK desde o começo, a noite acabou funcionando quase como uma viagem por dez anos de carreira.

Marina Sena, Djonga e Marcelo D2 entram na celebração

Uma comemoração desse tamanho também ganhou reforço no palco. Marina Sena participou de “Se Eu Não Lembrar” e “Paraíso Que Me Cerca”. Djonga apareceu em “O Mundo É Nosso”, enquanto Marcelo D2 dividiu o palco com BK em “Eu Já Sabia”. L7NNON, Akira Presidente, Luccas Carlos, Sain, Evinha, Febem, FYE e 2ZDinizz também fizeram parte da apresentação.

A lista ajuda a entender que a noite não olhou apenas para a trajetória individual de BK. O palco reuniu artistas de diferentes momentos e vertentes da música brasileira, transformando a comemoração em algo maior do que uma simples retrospectiva.

De 20 mil para 50 mil pessoas

O salto de escala fica ainda mais evidente quando se olha para o caminho recente do rapper. Em 2024, BK reuniu mais de 20 mil pessoas no projeto “ICARUS: A Apoteose”, no Rio de Janeiro. Depois vieram o Festival Gigantes, novos trabalhos e apresentações cada vez maiores. Agora, foram 50 mil dentro do Nubank Parque. Mais do que uma mudança de capacidade, o número ajuda a mostrar até onde o público de BK cresceu em poucos anos. O rap brasileiro há muito tempo ocupa festivais, arenas e grandes eventos. O que a noite deste sábado acrescentou foi uma imagem diferente: um rapper brasileiro no centro de um show próprio, com um estádio E.S.G.O.T.A.D.O e dezenas de milhares de pessoas reunidas para acompanhá-lo.

E o próximo capítulo será no Rio

São Paulo abriu a turnê, mas a comemoração dos dez anos de “Castelos & Ruínas” ainda vai percorrer outras cidades. Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba estão no roteiro antes do encerramento, marcado para 16 de janeiro de 2027, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Para rapper carioca, fechar essa celebração no Rio adiciona outro peso à trajetória construída desde 2016. Até lá, a imagem deste sábado já está registrada. Um álbum de dez anos, 39 músicas e 50 mil pessoas diante de um artista que começou no rap independente e agora ocupa sozinho alguns dos maiores palcos do país. Não foi só aniversário de disco. Foi tamanho.

Veja mais no NaRota